O EFEITO PLACEBO DA CONDUTA DO MÉDICO FRENTE AO PACIENTE

Você sabe o que é efeito placebo?
Se não sabe, gostaria que assistisse a este vídeo para entender o porque um médico pode exercer efeito placebo frente a um paciente. Depois de terminar de assistir, continue lendo o texto.
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O vídeo acima, em seus minutos finais, afirma que as nossas crenças fazem  com que comprimidos, cápsulas ou injeções que não tenham nenhum tipo de produto em seu interior, ou seja, que sejam inertes ou sem qualquer princípio ativo, podem atuar com certo percentual de atividade farmacológica, provocando, entre outras coisas, efeitos semelhantes aos de certos medicamentos
Acredito, que em algum momento da medicina, a simples presença de um agente de saúde, um curador, era suficiente para trazer alívio a certas dores e medos. Assim como no placebo de medicamentos, não totalmente, mas parcialmente. 
Num momento em que a medicina se mostra desumanizada, torna-se cada vez mais frequente a descrença nos profissionais da área médica. A falta de tempo para dedicar ao paciente e a dificuldade de escuta imposta por ela e/ou o despreparo de profissionais para escutar a quem sofre, é um dos fatores principais para que isso ocorra. O médico que já foi um depositário dos problemas de seus pacientes, uma pessoa a quem se podia confiar confissões e sofrimentos pessoais, que ainda que não fosse psicólogo atuava como um bom ouvinte e orientador, veio perdendo essa vocação de escutar. 
A formação cada vez mais precária dos profissionais faz com eles dediquem menos tempo para examinar o paciente de fato e valorizem muito mais os resultados de exames (sem desvalorizar os exames em si, mas reforçando a crítica à desumanização da medicina),também reforça a perda da confiança no profissional que não mais escuta, não toca e não acolhe o ser humano que sofre. 
A falta de cuidado com o doente, um sofredor em busca de ajuda, descaracteriza a profissão que já provocou muito mais alento e redução do sofrimento apenas por se fazer presente, do que por prescrever um fármaco para tratar uma dor. 
Sou do propósito que o médico deve escutar, examinar, e estar atento e focado em quem lhe procura. Precisa estar sempre atualizado e ser um bom educador. Por educador entendo que o profissional deve estar pronto para oferecer ao paciente informações precisas e sinceras sobre a causa do sofrimento de seus pacientes. Deve, também, agir de forma realista frente ao problema, ao mesmo tempo que precisa ser um mensageiro de esperança e conforto. 
Condutas simples, apesar de difíceis de resgatar nos dias atuais, mas que podem devolver a este profissional a capacidade de reduzir o sofrimento apenas por estar presente. De aliviar a dor apenas porque soube ouvir. De trazer conforto apenas com o olhar. 
Assim como a presença de uma mãe ou um pai pode trazer segurança para um filho, a figura do médico pode renovar a capacidade de recuperação de um paciente pela confiança que transmite, pela capacidade de olhar o sofredor com compaixão, e pela vontade de ajudar. 
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