FASES DA VIDA DA MULHER E QUEDA DE CABELOS - PÓS PARTO, CLIMATÉRIO E MENOPAUSA

Já escrevi aqui no blog ssobre queda de cabelo pós-parto e na menopausa. Assim como, por várias vezes, já ministrei em pós-graduações e em cursos livres aulas em que faço uma revisão ampla da influência hormonal nas mulheres, em especial em fases da vida diferentes. 
Encontrei recentemente uma revisâo de literatura feita por colegas da Bélgica onde os ítens queda capilar pós-parto, queda capilar no climatério e queda capilar na menopausa são abordados. Ainda que oss autores tenham explorado muito pouco o tema, entendo que alguns conceitos básicos estão no artigo, para quem tiver curiosidade e quiser ler (a referência estã no final do texto).
Sobre a queda capilar pós-parto, posso dizer que tenho visto um número grande de mulheres com o problema. Apesar de se tratar de um eflúvio telógeno, uma queda que normalmente se resolve espontaneamente, a queda pós-parto é motivo de muito desconforto para a recém mãe, que já se encontra atribulada pelas questões da nova rotina de cuidados com o filho e que ainda sente o corpo recuperando sua estética de antes do parto. A estas duas questões inerentes ao pós-parto pode se somar a queda capilar, interferindo de forma negativa no ambiente físico e psíquico da paciente. Entendo que o médico, mais do que medicar essa queda, deve tranquilizar aa mãe que sofre com o problema, tendo em vista que é um quadro passageiro. Poderá também orientar cuidados paliativos de recuperação mais breve do quadro, o que acaba por trazer mais conforto para a paciente. 
A queda climatérica (por climatério entendemos o período que precede a menopausa e onde já encontramos situações de mudança do ambiente hormonal da mulher), observo, e devo salientar que encontro concordância no texto dos colegas belgas, que há um risco de desenvolvimento de queda capilar padrão feminino. Este termo, queda capilar padrão feminino, é uma outra denominação dada à alopecia androgenética em mulheres. O quadro se devenvolve na grande maioria das vezes muito mais por uma mudança na forma de atuação dos hormônios androgênicos nos folículos pilosos das mulheres do que realmente por alguma alteração hormonal de fato (constatável em exames de sangue, por exemplo).
O surgimento de um quadro de alopecia cicatricial também é citado no texto. No caso a aalopecia fibrosante frontal, uma patologia descrita em 1994 (já falada aqui no blog também), que causa destruição importante dos velus e cabelos terminais da linha frontal do couro cabeludo como um todo. Esse tipo de alopecia, de característica irreversível, também acomete sobrancelhas e deve ser  diagnosticada e tratada medicamentosamente com precocidade.
Na menopausa (citada no blog em diversos textos), se mantém os riscos do surgiemnto de alopecias já citados no climatério. Fica evidente que com uma gravidade mais intenssa e acelerada, uma vez que o ambiente hormonal da mulher na menopausa é diferente do da mulher na idade fértil e também a mulher no climatério.
Os autores comentam o fato de não haver muitos estudos sobre queda de cabelos nessas fases da vida das mulheres. No geral, os estudos mais comuns são os que se referem à menopausa, e quase nada no climatério ou no período após o parto. Também citam o fato de raras abordagens terapeuticas específicas serem apresentadas para as quedas capilare nessas fases da vida feminina.
Apesar disso, a atuação médica pode ser efetiva e colaborar com a interrupção dos problemas ou mesmo melhora dos quadros citados.
Entendemos que a pessoa que passa por esses problemas deve procura ajuda profissional o quanto antes, e, junto ao médico, seguir um tratamento disciplinado e rigoroso para os cuidados com o problema.
Referências

Piérard-Franchimont, Pierárd GE. Alterations in hair follicle dynamics in women. Biomedical Research International. 2013.


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