FITO-NOVIDADE! Óleo de semente de abóbora estimula o crescimento capilar em homens com alopecia androgenética

Que os produtos oriundos de plantas são bem vistos pelos consumidores não há dúvidas; também ninguém duvida que os fito-ingredientes apresentam um incrível potencial para o tratamento de diversas doenças. O que me surpreende positivamente no artigo que vou apresentar a vocês hoje são dois fatos principalmente; o primeiro é por tratar-se de um composto “fito” (derivado de planta) tendo eficácia avaliada através de estudo clínico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo (ISTO É TRABALHOSO, PRECISA DE APROVAÇÃO EM COMITÊ DE ÉTICA, RECRUTAMENTO DE MUITOS VOLUNTÁRIOS E MUITOS PROFISSIONAIS TRABALHANDO NO PROJETO); o segundo é por ver um resultado bastante satisfatório no tratamento da alopecia androgenética.
O fito-ativo utilizado no estudo foi o ÓLEO DE SEMENTE DE ABÓBORA, um produto rico em ácidos graxos essenciais, beta-caroteno, luteína, game e beta-tocoferol e fitoesterois, substâncias com inúmeras propriedades, como anti-inflamatória e antioxidante. O estudo foi realizado em 76 homens, com idade média de 46 anos (mais ou menos 10 anos) com alopecia androgenética leve a moderada (de II a V na escala de Hamilton-Norwood) que havia iniciado há cerca de 10 anos. O tratamento consistiu na administração, por via oral, de 400 mg de óleo de semente de abóbora (2 cápsulas de 100 mg de antes do café da manhã e 2 antes do jantar) ou placebo diariamente, durante 24 semanas. Aqui cabe o comentário: TODOS OS DIAS POR 24 SEMANAS TOTALIZAM 168 DIAS, o que equivale a aproximadamente 5 MESES E MEIO. Recado para os pacientes: mais uma demonstração de que é necessário PERSISTÊNCIA e PACIÊNCIA no tratamento da calvície. 
Fotografia global de 3 pacientes após
24 semanas de tratamento com 400 mg
de óleo de semente de abóbora por dia.
As mudanças ao final do tratamento foram avaliadas de quatro formas: fotografia global, auto-avaliação dos participantes da pesquisa (pacientes), espessura dos cabelos e densidade capilar (estes dois últimos utilizando a técnica de fototricografia).  Os pacientes que usaram o óleo de semente de abóbora relataram ao final do estudo perceber melhora em maior proporção do que aqueles tratados
com placebo. Na avaliação feita por profissionais a partir da comparação entre fotografias de antes e depois de 24 semanas de tratamento, 44,1% dos pacientes foram classificados com melhora leve a moderada no quadro de calvície para o grupo tratado, versus 7,7% no grupo placebo. Além disso, a contagem de cabelos no couro cabeludo teve um aumento de 40% nos pacientes tratados com óleo de semente de abóbora, comparado a 10% nos tratados com placebo. Não houve diferença para nenhum grupo na espessura dos fios.
Em estudos prévios com animais demonstrou-se que o óleo de abóbora quando ingerido por via oral, durante 12 meses, foi capaz de diminuir o tamanho da próstata no tratamento da hiperplasia benigna de próstata, provavelmente por inibir a enzima 5-alfa-redutase, o que configura um efeito antiandrogênico. Para que você entenda o papel desta enzima na fisiopatologia da alopecia androgenética, leia ESTE texto.
O próprio autor comenta no artigo que uma das limitações do mesmo é não apresentar estudo histológico para comprovação do efeito, tampouco do mecanismo de ação específico. Além disso, a técnica de fototricografia não é tão precisa quanto outras, como o TrichoScan, por exemplo. Ainda assim, há méritos no estudo. Até então não tinha ouvido falar sobre o óleo de semente de abóbora como um composto em potencial para o tratamento da alopecia androgenética. Temos agora mais um derivado natural para prestarmos atenção. Espero que surjam novas publicações. Até a próxima!
Fonte: Cho et al. Effect of Pumpkin Seed Oil on Hair Growth in Men with Androgenetic Alopecia: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial. 2014.
Profa. Tatiele Katzer
Farmacêutica (CRF-RS 14858), doutoranda em Nanotecnologia Farmacêutica (UFSM-RS), mestre em Ciências Farmacêuticas (UFRGS), docente do C.S.T. Estética e Cosmética (UNISC-RS) e de pós-graduações na área de Pele, Cosmetologia e Tricologia (ABT, IESA, UNISC). 

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