LASER FRACIONADO, HÁ INDICAÇÃO NA ALOPECIA AREATA?

Tecnologias que usam luz como o laser e o LED estão cada vez mais frequentes na saúde. Nos cuidados com problemas de pele e couro cabeludo essas ferramentas parecem ganhar cada vez mais importância, com seu leque de atuação em diversas patologias e cuidados estéticos. 
Em nossa clínica o laser de baixa potência sempre foi uma ferramenta útil nos cuidados com os cabelos e o couro cabeludo. Não só acreditamos nesse tipo de equipamento como temos uma casuística muito grande de pacientes satisfeitos com os resultados da associação do laser de baixa potência com os tratamentos convencionais. 
Até mesmo patologias mais difíceis de tratar já foram beneficiadas com o uso do laser de baixa potência, em especial a alopecia areata. Nossa experiência inclui resultados importantes em pacientes que tinham contra-indicação para o uso dos medicamentos frequentemente associados ao problema. 
Atualmente, com a possibilidade do uso do laser não-ablativo fracionado, os cuidados com a alopecia areata parecem estar ainda mais efetivos. 
Levando em consideração o fato de que a alopecia areata é uma doença inflamatória, autoimune e de difícil tratamento, cuidar da mesma, dependendo da extensão do problema, é sempre algo lento, doloroso e com elevados índices de reações aos medicamentos utilizados. 
Uma abordagem que associa menores doses medicamentosas com os benefícios da tecnologia, acaba sendo uma opção interessante e responsável por parte do profissional que busca a saúde do paciente sem correr o risco de efeitos colaterais importantes causados pelos medicamentos. 
Uma pesquisa realizada por Cho. e colaboradores em 2013 mostrou os benefícios do laser não ablativo fracionado para um caso de alopecia areata ofiásica (padrão de alopecia areata de difícil tratamento), com bastante sucesso. Kim e colaboradores apresentaram em 2010 um relato de caso mostrando o benefício do uso do laser não ablativo fracionado no tratamento de um paciente com alopecia areata por 24 semanas (1x por semana). Os resultados re reparação da área surgiram após 1 mês de tratamento e aos 3 meses o paciente já apresentava 30 a 40% de cobertura das áreas tratadas. Após 6 meses de cuidados o paciente tinha todas as placas de alopecia areata reparadas pelo procedimento. 
Em estudos realizados com cobaias, Wu e colaboradores apresentam dados que provam que os folículos pilosos em áreas tratadas com esse mesmo equipamento tendem a entrar em fase anágena (fase de crescimento), favorecendo o crescimento dos fios de cabelos. 
Se esse é um bom alento nos cuidados com as alopecias em geral, em especial nas alopecias do tipo areata, só o tempo irá mostrar. A realidade é que ainda são poucos os estudos publicados sobre o tema, devendo explorar uma população maior de pacientes acometidos e uma padronização da metodologia de uso. Apesar disso, a possibilidade de mais um método para os cuidados com a alopecia areata na forma de uma ferramenta de luz é sempre bem vinda. 

Referências:
Cho S et al. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2013;15:74–79.
Wu YF et al. Lasers in Surgery and Medicine. 2015;47:331–341.
Kim CH et al. International Journal of Dermatology. 2010;49,842–848.

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