ESTIMULAÇÃO CONTINUADA DO COURO CABELUDO COM MESOTERAPIA NO TRATAMENTO DA CALVÍCIE

Por conta de um estudo dirigido que tenho feito sobre alguns temas em tricologia, voltei meus olhos mais recentemente para um tema que já tratei aqui no blog, mas que gostaria de tratar de novo.
Trata-se da mesoterapia (intradermoterapia), um método há muito utilizado para o tratamento de diversas afecções e que em alguns países da Europa tem status de especialidade médica, sendo utilizado para o tratamento de diversos tipos de doenças.
Em 1998 tive contato pela primeira vez com o método. Desde então ele é utilizado correntemente em nossa clínica. 
Tratamentos do couro cabeludo e estéticos em geral são os motivos de uso da mesoterapia. Quedas de cabelo, algumas delas, respondem muito bem a ele quando bem indicadas. Sou contrário ao uso indiscrimidado de qualquer método porque entendo que pacientes são diferentes e problemas capilares podem ser diversificados, logo, não dá para generalizar o uso da mesoterapia como vemos muitas clínicas fazendo, assim como não dá para indicar laser para todos os pacientes como muitas clínicas também o fazem. 
A mesoterapia na literatura médica ainda carrega muita controvérsia. Apesar de ter sido criada na década de 1950, ainda não há um consenso mundial sobre sua aplicação. Há um consenso italiano e uma sociedade na França que é muito forte e atuante. A discussão sobre o método gira em torno dos esquemas de utilização da técnica, de não haver uma uniformização de ativos para uso mesoterápico padronizada entre os países onde o método é mais utilizado, e também no baixo incentivo que parece haver em relação a pesquisas sobre o mesmo. 
Apesar disso, parece ser um consenso de quem pratica a mesoterapia que ela é uma ferramenta interessante e de grande valia quando bem indicada. Por conta disso, acredito que a indicação do método, quando bem feita, é positiva para casos de alopecia androgenética, eflúvio telógeno e, até mesmo, alopecia areata. Mas nunca como ferramenta única no tratamento dessas patologias. Sempre como um método auxiliar e complementar dos cuidados com o paciente que deverá manter cuidados domiciliares com seus cabelos para poder ter sucesso no tratamento. 
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