PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO TRATAMENTO DAS ALOPECIAS - O que tem sido publicado

Quando se faz uma busca sobre plasma rico em plaquetas (PRP), normalmente encontramos artigos vinculados a diversas especialidades médicas, além daqueles que são realizados na área da veterinária. O uso do PRP na dermatologia e cirurgia plástica é mais recente, mas apesar dos estudos ainda não serem tão numerosos quanto os que temos em especialidades médicas como a ortopedia, cirurgia da face e medicina esportiva, o uso dessa ferramenta médica vem sendo crescente no mundo todo.
Isso porque trata-se de um tratamento autólogo, ou seja, um método que trabalha um elemento do sangue do paciente para ser utilizado nele mesmo. Tudo porque, os fatores de crescimento plaquetários (growth factors), substâncias que estão no interior das plaquetas e que nosso organismo utiliza para reparar tecidos do nosso corpo, atuam de forma intensa na correção de problemas das áreas onde o PRP é aplicado. 
Chaudari e colaboladores, em carta ao editor no periódico International Journal of Trichology, em 2012, citam o brasileiro Carlos Uebel e seu estudo sobre o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) em pacientes que foram submetidos ao transplante de cabelos e tiveram seus enxertos imersos no PRP antes de serem transplantados. Segundo o estudo que foi tese de doutorado de Uebel, os enxertos que foram expostos ao PRP evoluiram de forma mais expressiva do que os enxertos que não foram expostos ao PRP após o transplante. Uebel é um dos precursores do udo do PRP na área capilar e seu estudo é citado por um grande número de publicações que relacionam o PRP á queda de cabelos.
Recentemente, um estudo piloto realizado por um grupo de italianos liderado pelo doutor Schiavone e publicado no periódico Dermatological Surgery (2014), confirmam a possibilidade de o PRP ser uma ferramenta interessante nos cuidados com a calvície. Os pesquisadores confirmam os benefícios do método salientando pontos importantes sobre ele: é seguro, barato e parece ser de grande utilidade na alopecia androgenética, dizem os pesquisadores.
Por outro lado, uma nova carta ao editor publicada no já citado International Journal of Trichology, agora em 2014, questiona a possibilidade do PRP promover resultados muitos superiores que a maioria dos métodos já reconhecidos para o tratamento da calvície, ainda que, na análise dos autores, a percepção subjetiva dos pacientes que passaram por procedimentos de PRP tenha sido muito boa. Ou seja, os pacientes acreditaram que o benefício dos resultados foi interessante.
A questão é que cada vez mais os estudos sobre o PRP para uso nas alopecias mostram resultados que colaboram com o melhor entendimento do método por profissionais e meio científico. Trata-se de uma ferramenta valiosa que precisa ser bem estudada e que pode, se aplicada da maneira correta, beneficiar pacientes com problemas capilares tanto quanto tem apresentado benefícios em outras especialidades médicas.

Conheça o meu trabalho, acesse o site Dr Ademir C Leite Júnior clicando no link abaixo:
www.ademirjr.com.br  

Referências Bibliográficas:
Schiavone G, Raskovic D, Greco J, Abeni D. Platelet-rich plasma for androgenetic alopecia: A pilot study. Dermatol Surg. 2014.
Chaudhari ND, Sharma YK, Dash K, Deshmukh P. Role of Platelet-rich Plasma in the Management of Androgenetic Alopecia. Int J Trichol 2012;4:291-2
Marwah M, Godse K, Patil S, Nadkarni N. Is there sufficient research data to use platelet-rich plasma in dermatology?. Int J Trichol 2014;6:35-6
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