MAIS DO MESMO NO TRATAMENTO DA CALVÍCIE - RELEMBRANDO O ESQUECIDO

É interessante como alguns eventos na área médica e cosmética costumam ser pautados em conceitos antigos que são repaginados para parecerem novidades.
Havia escutado algo nesse sentido de uma colega farmacêutica e cosmetóloga, a professora Sheila Martins, que há alguns anos atrás já me dizia algo como: Os ativos mudam pouco. Eventualmente surge alguma descoberta nova. Mas no geral a grande maioria daquilo que vemos no mercado de cuidados com a beleza é a repaginação ou a aplicação de coisas conhecidas de uma maneira relativamente diferente. Fazendo uma reflexão ampla sobre a minha experiência profissional, o que constatei é que o comentário da amiga Sheila é uma grande verdade.
Os pseudolançamentos ou supostas novidades normalmente acompanham um bom marketing da empresa ou empreendimento que lança a ideia no mercado com um novo olhar sobre o que já se fazia. E normalmente conquistando um certo número de adeptos, atraídos pela promessa de milagre, que acabam se permitindo a experiência que a mídia apresenta como nova. No final, vendo que se trata de mais do mesmo, apenas com uma repaginação, voltam à frustração inicial.
Penso, assim como a maioria dos profissionais que preza pela boa prática da medicina, que cada paciente é diferente, que precisa de uma atenção ou cuidado especial, além de prescrições e orientações personalizadas. Cada paciente nos apresenta seu problema, sua história de vida, seu contexto emocional envolvido com a queda capilar. Acredito que respeitar a invidualidade de cada um deles, de cada caso atendido, é essencial para que bons resultados sejam conquistados. Para que o vínculo entre médico e paciente se forme, e para que o paciente se sinta confiante no projeto terapêutico que foi elaborado EXCLUSIVAMENTE para ele.
Fico preocupado quando percebo a forma como alguns desses empreendimentos e/ou empresas da área da saúde e da beleza tentam MASSIFICAR tratamentos e cuidados. Tratam todos como iguais e padronizam terapias que no final são idênticas para todo mundo, ou transformam tratamentos em linhas de produção.
Ainda mais quando percebo que o que está sendo oferecido é mais do mesmo. Produtos que apesar de serem bons não acrescentam nada de novo, mas que apresentados de uma forma nova parecem ser “milagrosos”.
Recentemente, assistindo a um programa de TV um dos personagens fez um comentário semelhante ao da doutora Sheila, dizia ele: O que chamam progresso é só questão de lembrar o que foi esquecido.
Acredito realmente que métodos como a carboxiterapia, a intradermoterapia e tantas outras terapias que estão há anos no mercado e que eventualmente são esquecidas por não estarem mais entre as mais atuais oferecidas no mercado, podem ser complementos importantes para os cuidados com os cabelos, e realmente tem seu valor nos cuidados com a calvície. Mas daí a acreditar que são novidades milagrosas apenas para valorizar seu uso, ainda que seus resultados sejam os mesmos de sempre, há uma grande diferença. Repito, soa a mais do mesmo, só que com outra cara.


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