Exames que podem ajudar a atestar a qualidade dos cabelos

Há anos trabalhando na área de tricologia, posso garantir que muitos dos meus pacientes me perguntam sobre como avaliar a qualidade dos fios de cabelo.
Um cabelo bonito é sempre fácil de se identificar, mas cabelos que perdem a qualidade muitas vezes denunciam doenças, uso de medicamentos, infecções, exposições a agentes ambientais (poluição, água de piscina, mar, sol), e danos por químicas em geral.
Mas como os médicos fazem para procurar as reais causas quando querem saber quando seus pacientes apresentam perda da qualidade ou problemas capilares?
No geral, uma boa história colhida na consulta deverá vir primeiro e ajudar a direcionar o caso. Depois disso virá o exame físico quando o médico deve avaliar o couro cabeludo e os cabelos. No couro cabeludo devem ser procuradas situações que mostrem que esta região não se encontra saudável. Casos de dermatites, infecções, descamações excessivas, excesso de oleosidade, atrofias de pele, queda capilar entre outras podem ser maus sinais. Nos cabelos o médico deverá avaliar o brilho, a elasticidade, a quebrabilidade, assim como identificar agentes que colaborem com os danos como excesso de tinturas, químicas recentes, etc.
Na dúvida e até para que o esclarecimento seja mais importante, exames de microscopia dos cabelos ou outros exames complementares deverão ser pedidos. Até mesmo uma biópsia do couro cabeludo pode ser necessária.
Entre os exames mais comuns estão: exames hormonais (de tireóide, da hipófise, das adrenais e, na grande maioria dos casos os de hormônios sexuais), dosagens de elementos como ferro e zinco no sangue podem ajudar, assim como dosagens de determinados fatores que indiquem problemas reumatológicos ou mesmo deficiências nutricionais.
Há ainda outras questões como exames de imagem que indiquem infecções respiratórias ou problemas como os ovários policísticos já que muitas são as doenças que poderão causar estes quadros de queda ou de perda de qualidade capilar.
Saber qual exame realizar durante a consulta e quais dosagens de sangue pedir podendo somar estas informações e tirar conclusões que levem ao diagnóstico costuma ser parte da arte da medicina. Uma vez que o diagnóstico é feito, caberá a proposta de tratamento e a busca pelos resultados a partir do comprometimento médico paciente frente aos cuidados com o problema.  

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