Wladimir Mironov - O homem que quer imprimir cabelo em carecas

A revista Info Exame desse mês trás uma matéria de capa interessantíssima. Fala sobre o trabalho do pesquisador russo Wladimir Mironov, um cientista que estuda bioimpressão e que tem como objetivo imprimir órgãos e tecidos humanos em 3D.
Mironov realiza parte de seu trabalho no Brasil, no Centro de Tecnologia e Informação (CTI), em Campinas, órgão ligado ao Ministério da Ciência.  
A bioimpressão parte do princípio de que há a possibilidade de realizar a impressão, com tinta biológica formada por células vivas, de tecidos e órgãos para serem implantados no corpo. Inicialmente, num período de até uma década, o cientista acredita que conseguirá imprimir tecidos cartilaginosos. Até 2030, Mironov e o governo americano acreditam que poderão ser impressos órgãos completos. 
Apesar de ser uma ideia que parece ficção científica, as bases para que essa tecnologia venha a se tornar realidade já são pesquisadas por Mironov há pelo menos duas décadas. 
No próprio CTI, um braço robótico de quase dois metros de altura chamado Tamanduarm, pretende vir a ser utilizado para imprimir células diretamente no corpo de pacientes. 
Tamanduarm
Mironov tem sua formação em medicina e trabalhou em institutos de pesquisa da Alemanha e Estados Unidos, incluindo uma empresa americana chamada Organovo, a primeira no mundo a criar uma máquina comercial capaz de imprimir tecidos biológicos. 
Veja as imagens de como a tecnologia estudada por Wladimir Mironov poderá colaborar na criação de órgãos e tecidos para serem impressões antes de serem implantados ou diretamente impressos no corpo. 
 Além de imprimir órgãos o russo pretende criar um braço robótico para curar feridas com jatos de tinta viva e uma forma de eliminar a calvície imprimindo cabelo diretamente na pele. 
Para os tratamentos de calvície, Mironov desenvolveu  uma tecnologia chamada de Capilinser, cujo objetivo principal é prender células de cabelo no couro cabeludo. Utilizando o equipamento Tamanduarm (mostrado nesse post), os Capilinsers recheados de células dos folículos pilosos seriam colaboradores no desenvolvimento de estruturas foliculares novas e, consequentemente, novos fios de cabelos.
Estaria ai uma possibilidade para o futuro do tratamento da calvície? Pode ser que sim. A questão é que Wladimir Mironov acredita que em breve muitas de suas ideias possam ser viáveis e trazidas para a realidade de hospitais e clínicas para tratar pacientes com os mais variados problemas. A calvície seria uma delas. 
Quer ler a matéria de Wladimir Mironov? Revista Info Exame de novembro de 2013. É a matéria da capa. 


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