Laser no tratamento da queda capilar

Laser no tratamento da queda capilar
14 de agosto de 2012

A aula de abertura do Congresso Internacional de Tricologia que acontecerá em 1 e 2 de outubro desse ano será sobre o uso do laser de baixa potência no tratamento da queda capilar. Quem irá ministrar a aula será a Professora Fabiana Padovez da Universidade Anhembi Morumbi e que há anos utiliza esse tipo de equipamento com muito sucesso. A propósito, sua monografia de conclusão do Curso de Tricologia Cosmética para as Faculdades Oswaldo Cruz foi um estudo de caso de um voluntário com alopecia areata que foi tratado apenas com equipamento de laser de baixa potência e melhorou mais de 70% de suas lesões após dez semanas de tratamento. É um estudo interessante, que exigiu da professora Fabiana um grande entendimento do equipamento de laser e a escolha de parâmetros de potência e fluência do equipamento que somente um profissional bem gabaritado tem capacidade de identificar.

O FDA, Food and Drugs Administration, órgão que regulamenta a eficiência e segurança de medicamentos e equipamentos nos Estados Unidos, aprova o uso desses aparelhos de laser, em especial para a alopecia androgenética. Porém como complemento dos tratamentos medicamentosos já existentes.

O estudo do laser de baixa potência no tratamento da recuperação capilar foi iniciado em 1967 pelo pesquisador húngaro Mester, que estudou a efetividade desse tipo de equipamento em animais de laboratório.

Na pele, o laser de baixa potência trabalha promovendo redução dos processos inflamatórios e ajudando nas cicatrizações de feridas. O efeito anti-inflamatório normalmente é muito bem vindo nos pacientes com alopecia androgenética que cursam com dermatites ou inflamações com caráter subclínico.

Nos folículos pilosos, raízes dos cabelos, a proposta do laser é estimular a produção de ATP (adenosina trifosfato) e AMP cíclico (adenosina monofosfato) pela mitocôndria. Essas moléculas são importantes para reduzir o estresse oxidativo, eliminar radicais livres e facilitar a entrada de mais oxigênio nas células dos folículos. Com isso os folículos trabalham melhor e o crescimento dos cabelos passa a ser mais regular e fisiológico, tendo como consequência a redução da queda e a promoção da recuperação capilar. Cabe ao laser também estimular o fluxo sanguíneo e, consequentemente, um melhor aporte nutricional para os folículos.

Como já citado no texto, o laser de baixa potência não deve ser utilizado sozinho, mas em conjunto com tratamentos medicinais propostos por médicos. Reforço então que este tipo de equipamento não substitui a prescrição médica.

Hoje temos duas formas de equipamentos que emitem esse tipo de luz. Aqueles vendidos livremente, em lojas ou pela internet, e que tem formato de escovas e os equipamentos de uso profissional que só existem em clínicas especializadas (clínicas médicas, estéticas e espaços de beleza).

Posso afirmar que a aplicação de equipamentos desenvolvidos por profissionais apresenta resultados muito superiores àqueles que são promovidos por escovas de venda livre. Já tive a oportunidade de colaborar com um estudo de alunos que comparou a eficiência desses dois diferentes tipos de emissores de laser, e os resultados dos equipamentos profissionais surgiram mais rapidamente e de forma mais consistente (aumento da densidade e espessura dos fios).

Referências:
Rajput RJ. Controversy: Is there a Role for Adjuvants in the Managemente of Male Pattern Hair Loss? Journal of Cutaneous and Aesthetics Surgery. 2010;3(2):82-86.
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